"Zurique, te amo" talvez seja um livro sobre o que permanece quando tudo se afasta. São pequenas narrativas de bilhetes em que busco construir algo marcado pela saudade, pela ausência e pelas tentativas, falhas e insistentes, de manter viva uma presença, que eu mesmo não sou capaz de nomear, por isso emprestei a ela o nome daquilo que encontrei em minha cabeça: Zurique.
De todo modo, as páginas se organizam como lembranças: sem ordem fixa, feitas de ecos, pequenos gestos e palavras guardadas em loop temporal de uma juventude incompleta e uma infância esquecida.
Em tom íntimo e quase confessional, escrevo para as perguntas que não tive respostas ou não tive coragem de revelar. Enfim, a necessidade de transformar tudo isso em escrita. Há humor melancólico e há momentos de entrega. Mais do que um livro de poesia, "Zurique, te amo" é para ser algo meu e do mundo, assim como as saudades. Sobreviver ao que dói, ao que falta e ao que, mesmo ausente, tenho certeza que vai chamar, um dia.
Autor: Ygor Bremide
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